domingo, 29 de junho de 2014

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E SEUS DESAFIOS

                                            Passado Pessimista, Presente de Grandes Desafios

Num passado recente, os  estudantes com deficiência eram estigmatizados, excluídos das escolas comuns, das salas de aula do Ensino Regular e até mesmo do convívio social. Ainda hoje, esses estudantes não tem a credibilidade de seus familiares e professores de que realmente tenham condições de aprender e alcançar os avanços que todos almejam. Embora sejam aceitos em todos os meios (talvez, por imposição legal), é possível perceber nas escolas um certo pessimismo em relação ao desenvolvimento pleno destes estudantes,
restringindo sua aprendizagem em trabalhos manuais com pouco significado, deixando em segundo plano a alfabetização e as práticas pedagógicas consistentes.
Com a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, essas ideias errôneas foram se dissipando, pois a legislação garante a todos os estudantes com deficiência o direito de acesso e permanência, não apenas na Educação Básica mas em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino.
Os estudantes com deficiência contam com um profissional especializado dentro das instituições educacionais que tem como princípio básico de sua prática, garantir seu acesso e permanência na escola, a utilização de métodos, técnicas e recursos, afim de estimular as potencialidades destes estudantes, passando segurança a eles , seus familiares e demais profissionais da instituição, pois o trabalho só terá resultados positivos com o comprometimento de todos os envolvidos.
O caminho é longo e cheio de desafios diários, as pessoas tem medo do desconhecido, ficam"apavoradas" num primeiro contato com um aluno incluído, seja qual for sua deficiência, então os profissionais do AEE  entram em ação, fazendo a articulação necessária dentro da escola, tranquilizando a todos, mostrando o quanto é gratificante realizar um trabalho, com seriedade, comprometimento e muito amor!

Kaceline Oliveira
Polo Santa Maria     

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Comunicação Alternativa

PECS

Sabemos que os problemas com a comunicação são uma das maiores preocupações nos casos de TEA . Muitas crianças com autismo desenvolvem as habilidades de comunicação mais tarde que as outras crianças e também apresentam geralmente, dificuldades imensas no desenvolvimento da fala. Para os pais é muito frustante não poder entender o que o filho quer ou precisa e a criança geralmente fica frustada, apresentando acessos de birra e outros comportamentos de risco na tentativa de se comunicar.

É claro que os pais querem que o filho seja capaz de falar, mas ao mesmo tempo sabem que falar não é a única forma de se comunicar. Quando pensamos em uma criança sem problemas de comunicação, sabemos que ela pode se comunicar muito antes que ela possa falar uma única palavra.

O PECS foi desenvolvido nos EUA pelo psicólogo Andrew Bondy e pela fonoaudióloga Lori Frost. Eles viram que muitas crianças com autismo tinham dificuldade com imitação, especialmente a imitação verbal (imitar palavras) e mesmo aquelas que eram capazes de imitar, geralmente não usavam as palavras para se comunicar espontaneamente. Bondy e Frost queriam encontrar uma maneira de ajudar as crianças com autismo a se comunicar de uma forma funcionalmente fácil e socialmente aceitável. Também queriam encontrar uma forma de fazê-lo que fosse fácil para os pais e outras pessoas aprenderem e entenderem, dando à criança a possibilidade de se tornar mais integrada socialmente e ao mesmo tempo mais independente.

O Sistema de PECS pode ser utilizado em conjunto com qualquer método terapêutico, como ABA, Floortime, TEACH.

O PECS foi originalmente desenvolvido para crianças com transtorno do espectro autista em idade pré-escolar, mas está atualmente sendo usado por crianças e adultos com outros diagnósticos que apresentem dificuldades com a fala e a comunicação.

O PECS é dividido em 6 fases. Na 1ª fase, o objetivo é o de permutar a figura. Mais tarde a criança aprende a generalizar essa habilidade de forma que possa se comunicar com um grande nº de pessoas diferentes, em diferentes lugares e por diferentes motivos. Eventualmente, a criança poderá produzir sentenças com as figuras em uma "tira" de sentenças e poderá expandir o vocabulário.

O PECS dá à criança a possibilidade de expressar suas necessidades e desejos de uma maneira muito fácil de entender. Muitas crianças que começaram a utilizar o PECS também desenvolvem a fala como um efeito colateral, claro que é um efeito colateral muito agradável!


terça-feira, 8 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

                                         Surdocegueira e Deficiência Múltipla

O texto a seguir traz informações pertinentes acerca da surdocegueira e deficiência múltipla, quais suas necessidades básicas e estratégias de ensino na aquisição de comunicação.
Segundo Lagati (1995, p.306), a
                                                      Surdocegueira é uma condição que apresenta outras  
                                                      dificuldades além daquelas causadas pela surdez e pela
                                                      cegueira. O termo hifenizado indica uma condição que 
                                                      somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra
                                                      sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o
                                                      impacto da perda é multiplicativo e não aditivo.
As pessoas com surdocegueira podem ser subdivididas em quatro categorias:
Pessoas que eram cegas e se tornaram surdas;
Pessoas surdas que se tornaram cegas;
Pessoas que se tornaram surdocegas;
Pessoas que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, podem ter outra deficiência associada (física ou intelectual).
Estas quatro categorias podem ser divididas em dois grupos: surdocegos Congênitos e surdocegos Adquiridos, que por sua vez podem ser surdocegos Pré- linguísticos e/ou Pós- linguísticos.
Pessoa com Deficiência Múltipla é aquela que tem mais de uma deficiência associada, com necessidades bem específicas, nestes casos, os aspectos mais importantes são a comunicação e a boa adequação postural.
Tanto na Deficiência Múltipla quanto na Surdocegueira é muito importante favorecer o desenvolvimento do esquema corporal, pois é a partir desta compreensão do corpo é que o indivíduo compreende a si mesmo e o mundo que o cerca. Neste sentido é necessário trabalhar o equilíbrio postural, a articulação, a autonomia em deslocamentos e movimentos, bem como o desenvolvimento da força muscular.
As pessoas com Surdocegueira e DMU que não apresentam graves problemas motores devem aprender a usar as duas mãos evitando estereotipias, trabalhando também a motricidade fina. Pode haver nestas pessoas algum tipo de limitação na comunicação e na compreensão de informações por elas recebidas do meio social.
Respeitando as individualidades de cada estudante com deficiência Múltipla é possível organizar estratégias que favoreçam a comunicação e situações de aprendizagens, estando atento às intenções comunicativas, envolvendo comportamentos diversificados ou a necessidade de ter alguém para mediar este contato, desenvolvendo autonomia e independência, de acordo com cada caso ou situação.
Quando este estudante chega na escola comum, é importante repensar a organização espacial de todo o ambiente escolar: organização do mobiliário da sala de aula, banheiros acessíveis, sinalização e alargamento dos corredores.
Pensando em recursos para aprendizagem de alunos com surdocegueira e deficiência múltipla, temos os objetos de referência que possuem significados específicos e tem a função de substituir a palavra e podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos diversos.
Os objetos de referência são utilizados na antecipação das atividades do dia, na identificação dos colegas e professores, com o intuito de tornar a comunicação mais simbólica, oferecendo por sua vez um contato com o meio, a organização do pensamento, desenvolvimento de vínculo afetivo e segurança na construção da linguagem.

Fonte: Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar
SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
Ministério da Educação
Secretaria da Educação Especial
Universidade Federal do Ceará



sábado, 15 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez

                 A Educação Escolar de Pessoas com Surdez
A caminhada para o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez numa perspectiva inclusiva, tem encontrado algumas dificuldades.
Historicamente é possível perceber os embates entre a filosofia Oralista e a Língua de Sinais, até chegarmos ao Bilinguismo, considerado hoje o modelo mais adequado na educação de pessoas com surdez.
Estamos em um momento bastante importante, iniciando uma trajetória cheia de desafios, onde a escola regular deve repensar suas práticas para atender com qualidade estes estudantes, ou seja, com AEE bem estruturado em LIBRAS e em Língua Portuguesa. Quando estas práticas forem realmente efetivadas nas escolas comuns, nossos estudantes com surdez terão mais segurança e tranquilidade em relação a inclusão escolar.
Vivenciamos ainda uma forte resistência das pessoas com surdez a respeito da inclusão, já que as escolas especiais estão estruturadas de acordo com seus anseios e reivindicações, não será tarefa fácil fechá-las e incluí-los no ensino regular.
Porém, nosso dever enquanto Educadores que trabalham na perspectiva de uma educação totalmente inclusiva, é de promover ações que visem esclarecimentos desta proposta pedagógica. De acordo com Damázio:
                                                        A política Nacional de Educação Especial Perspectiva da    Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. Muitos desafios precisam ser enfrentados e as propostas educacionais revistas, conduzindo a tomada de posição que resulte em novas práticas de ensino e aprendizagens consistentes e produtivas para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
Diante disto, a proposta Bilíngue deve ser organizada na escola comum e no AEE em três momentos a fim de proporcionar ao estudante com surdez, o conhecimento e apropriação da Língua Brasileira de Sinais, compreender a complexidade da língua Portuguesa, beneficiando-se dos ambientes inclusivos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Uso Pedagógico da Audiodescrição

A audiodescrição é um recurso que pode ser melhor explorado na sala de aula comum e no atendimento educacional especializado, pois, penso que o simples fato de ouvir os detalhes do ambiente, ou das situações decorrentes na escola, pode auxiliar em todos os aspectos na vida do estudante deficiente visual.
Acredito que todos nós temos condições de fazer uma audiodescrição, basta prestar atenção em cada detalhe que queremos passar, usar uma linguagem simples e adequada a cada situação, lembrando sempre de questionar o estudante, afim de saber o que realmente ele necessita naquele momento,  que recursos devemos utilizar para eliminar as barreiras que dificultam ou impeçam sua aprendizagem.