Num passado recente, os estudantes com deficiência eram estigmatizados, excluídos das escolas comuns, das salas de aula do Ensino Regular e até mesmo do convívio social. Ainda hoje, esses estudantes não tem a credibilidade de seus familiares e professores de que realmente tenham condições de aprender e alcançar os avanços que todos almejam. Embora sejam aceitos em todos os meios (talvez, por imposição legal), é possível perceber nas escolas um certo pessimismo em relação ao desenvolvimento pleno destes estudantes,
restringindo sua aprendizagem em trabalhos manuais com pouco significado, deixando em segundo plano a alfabetização e as práticas pedagógicas consistentes.
Com a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, essas ideias errôneas foram se dissipando, pois a legislação garante a todos os estudantes com deficiência o direito de acesso e permanência, não apenas na Educação Básica mas em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino.
Os estudantes com deficiência contam com um profissional especializado dentro das instituições educacionais que tem como princípio básico de sua prática, garantir seu acesso e permanência na escola, a utilização de métodos, técnicas e recursos, afim de estimular as potencialidades destes estudantes, passando segurança a eles , seus familiares e demais profissionais da instituição, pois o trabalho só terá resultados positivos com o comprometimento de todos os envolvidos.
O caminho é longo e cheio de desafios diários, as pessoas tem medo do desconhecido, ficam"apavoradas" num primeiro contato com um aluno incluído, seja qual for sua deficiência, então os profissionais do AEE entram em ação, fazendo a articulação necessária dentro da escola, tranquilizando a todos, mostrando o quanto é gratificante realizar um trabalho, com seriedade, comprometimento e muito amor!
Kaceline Oliveira
Polo Santa Maria