sábado, 15 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez

                 A Educação Escolar de Pessoas com Surdez
A caminhada para o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez numa perspectiva inclusiva, tem encontrado algumas dificuldades.
Historicamente é possível perceber os embates entre a filosofia Oralista e a Língua de Sinais, até chegarmos ao Bilinguismo, considerado hoje o modelo mais adequado na educação de pessoas com surdez.
Estamos em um momento bastante importante, iniciando uma trajetória cheia de desafios, onde a escola regular deve repensar suas práticas para atender com qualidade estes estudantes, ou seja, com AEE bem estruturado em LIBRAS e em Língua Portuguesa. Quando estas práticas forem realmente efetivadas nas escolas comuns, nossos estudantes com surdez terão mais segurança e tranquilidade em relação a inclusão escolar.
Vivenciamos ainda uma forte resistência das pessoas com surdez a respeito da inclusão, já que as escolas especiais estão estruturadas de acordo com seus anseios e reivindicações, não será tarefa fácil fechá-las e incluí-los no ensino regular.
Porém, nosso dever enquanto Educadores que trabalham na perspectiva de uma educação totalmente inclusiva, é de promover ações que visem esclarecimentos desta proposta pedagógica. De acordo com Damázio:
                                                        A política Nacional de Educação Especial Perspectiva da    Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. Muitos desafios precisam ser enfrentados e as propostas educacionais revistas, conduzindo a tomada de posição que resulte em novas práticas de ensino e aprendizagens consistentes e produtivas para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
Diante disto, a proposta Bilíngue deve ser organizada na escola comum e no AEE em três momentos a fim de proporcionar ao estudante com surdez, o conhecimento e apropriação da Língua Brasileira de Sinais, compreender a complexidade da língua Portuguesa, beneficiando-se dos ambientes inclusivos.